Poema de Álvaro de Campos no Dia Nacional da Poesia
Hoje é dia da poesia, que alegria!
A ideia é homenagear o poeta baiano Castro Alves, um dos homens mais importantes da cultura brasileira de todos os tempos - se é que isso basta.
Na real, poesia em qualquer dia nunca é demais nas letras, vozes e falas de quem poetiza o mundo ao redor.
Este blog vai parar de te fazer ler rimas de dia com poesia e alegria e deixar com Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, outro gênio da raça, a missão de poetizar este espaço. Antes, uma Nota Preliminar, do próprio autor:
Nota Preliminar
Um poema é a projeção de uma idéia em palavras através da emoção. A emoção não é a base da poesia: é tão-somente o meio de que a idéia se serve para se reduzir a palavras.
Eu
Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
Faróis
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